segunda-feira, outubro 16, 2006

Tô saindo pra matar, Prefeito!

Mas aí, fala sério, o projeto do crime é mais claro que o das ONGs. O que quer o tráfico? Tu sabe que o tráfico quer vender droga. Já ninguém sabe direito o que quer as ONGs. Mas dá pra ver que se criam pequenos Iraques nas favelas. E os urubus tão ali, roubam do contribuinte, desviando a grana que chegaria ao favelado. A verba é capturada, enfiada no bolso. Nunca vimos tanto projeto social nas favelas, mano, mas nunca o tráfico esteve tão forte. Dá pra tu? Dá pra tu vê? Aquela indústria da seca deu lugar a outra parada, hoje corre a indústria da miséria. São ONGs, são empresas, são as lideranças da periferia. Vivem de um mercado lucrativo. Milhões de dólares circulam num esquema de corrupção. Dá pra sacar o conluio das esferas envolvidas? E a gente ta aí. “Você vai envelhecendo todo dia, nós envelhece. Porque eu já estou com 18. Já tô veinho. Os finados do bairro se passar dessa idade é pouco. Antes de traficar eu não fazia nada, já tinha uma coletividade assim, já conhecia todo o pessoal assim, mas não fazia nada, depois que eu fui me envolvendo mais assim. O que fez eu me envolver, eu nem sei te explicar, que eu entrei com nada, quando eu já fui ver, eu já estava no sistema, você entendeu? Embaçado”. Fala sério! É foda! (Foto)

2 comentários:

Jania Souza disse...

Paulo Augusto você é sensacional, magnífico, simplesmente perfeito. Você abordou o tema com uma propriedade ímpar. Não consegui abordar o tema por esse realístico ângulo. O link do blog está no site www.spvarn.org por onde fiz, hoje, o acesso. Inclusive foi visitado pelo poeta espanhol Carlos Benitiz que também está em nossos link's. Sucessãaaoooo!

"Menino livre no livro da vida
carrega poesia na palma da mão.
Ingênuo pingo d'água da lida
na semeadura de frios corações."

Jania Souza - por um mundo realmente humano, onde a dignidade e a paz façam a diferença.

Paulo Augusto disse...

Obrigado Jânia, fico devendo essa. Estava viajando mas vou renovar o material ainda hoje. Um beijão e sucesso. Abs. Paulo Augusto