domingo, outubro 08, 2006

Jornalismo de vassalagem e atraso

Com salários altamente defasados, em face do custo de vida, depreciado e malquisto pelos patrões, imagem para a qual colaborou o depauperamento do sindicato da categoria ao longo dos últimos anos, os que trabalham em jornalismo no Rio Grande do Norte amargam uma rotina das mais incômodas, para não dizer lastimável, do ponto de vista do mercado de trabalho e da realização pessoal.
Embora aprisionados a uma vida indigna, admira o conceito favorável que esse profissional goza no seio da sociedade, conforme as pesquisas que se sucedem em torno das categorias mais apreciadas pela população.
Com a desmobilização da categoria em torno do sindicato, tendo praticamente abandonado seu órgão de classe – o que poderia fortalecê-lo e resguardar sua autonomia, melhorando sua auto-estima –, partiu-se para se exercitar, na prática, a Lei de Muricy, do "cada um por si", o que ensejou todo tipo de expediente em busca de "um lugar ao sol".
Se de um lado, o patronato, a classe dos proprietários das empresas, na sua maioria políticos, se aproveitou da fragilidade exposta pela totalidade da categoria, desde que esta desperdiçou o escudo que representava a entidade de sua representação, para explorar ao máximo sua força de trabalho, de outro, o próprio Governo do Estado e a Prefeitura Municipal do Natal (as prefeituras do interior acordam remunerações em cada caso), que têm em seus quadros de pessoal expressivo número de comunicadores, há décadas pagam um salário dos mais vis em todo o país – atualmente remuneram o jornalista com valor que não ultrapassa um ordenado de R$ 350,00, quando, pelo último acordo (2005) entre a categoria (sindicato) e os patrões, ainda vigente, o piso inicial (nível 01) é de R$ 693,34. (Foto.)

Um comentário:

Meissa disse...

Isso é outra coisa que me da muita raiva! quando mais se estuda, mais dificil fica achar um lugar ao sol e um salario condizente. é absurdo a desvalorizacao da educacao.
Aqui na Alemanha, isso é TAO valorizado, que quando alguem falta na escola, a POLICIA bate na porta da casa da crianca pra tirar satisfacoes com a Mae e pai, pra saber POR QUE a crianca nao esta frequentando a escola. O QUE MATA o Povo nao é a fome, é a IGNORANCIA! bj