
Ao constatar que a juventude de Natal e expressiva parcela de sua população vêem-se engolfadas num dilema existencial, sendo obrigadas a mergulhar no vício e na alienação, colhendo como resultado a violência gratuita e o sacrifício da própria vida, pela falta de perspectiva e a dissipação da esperança, a psicóloga baiana Eleny Queiroz (Foto), residente em São Paulo, em visita à capital potiguar, questiona os princípios da administração pública que estão sendo utilizados por seus gestores, indagando o que os governantes estão esperando para tomar uma iniciativa.
"A gente percebe que Natal não é uma cidade de todos, mas deveria ser uma cidade de todos. E aí cabe uma reflexão. Talvez devesse ser feita uma pergunta aos seus gestores: o que precisaria acontecer aqui, que pudesse balançar essas pessoas? Será que tinha de haver uma destruição total? O que é que dá pra pensar? O que mais precisa acontecer? Porque as drogas já estão aí, a insegurança já está aí, a violência é um fato corriqueiro. Será que precisa chegar ao ponto da insegurança total? Ou o que é mesmo que eles estão esperando que aconteça?", indaga a psicóloga, que é consultora do Proad - Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes Químicos, vinculado à Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.
Eleny, que trabalha com atendimento a mulheres dependentes de drogas, clientela formada por um contingente de pessoas de todas as faixas de idade e condições sociais, compara Natal com municípios brasileiros de características assemelhadas, acreditando que a cidade tem condições de "dar a volta por cima", bastando aproveitar o potencial da sua população.
Comparativamente com a metrópole paulistana, a psicóloga é de opinião que o processo de desprezo e privações vivido pelos segmentos desfavorecidos de Natal poderá levá-los a "despertar do embotamento", havendo uma reação a exemplo dos que se repetem pelo país.
"A gente percebe que Natal não é uma cidade de todos, mas deveria ser uma cidade de todos. E aí cabe uma reflexão. Talvez devesse ser feita uma pergunta aos seus gestores: o que precisaria acontecer aqui, que pudesse balançar essas pessoas? Será que tinha de haver uma destruição total? O que é que dá pra pensar? O que mais precisa acontecer? Porque as drogas já estão aí, a insegurança já está aí, a violência é um fato corriqueiro. Será que precisa chegar ao ponto da insegurança total? Ou o que é mesmo que eles estão esperando que aconteça?", indaga a psicóloga, que é consultora do Proad - Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes Químicos, vinculado à Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.
Eleny, que trabalha com atendimento a mulheres dependentes de drogas, clientela formada por um contingente de pessoas de todas as faixas de idade e condições sociais, compara Natal com municípios brasileiros de características assemelhadas, acreditando que a cidade tem condições de "dar a volta por cima", bastando aproveitar o potencial da sua população.
Comparativamente com a metrópole paulistana, a psicóloga é de opinião que o processo de desprezo e privações vivido pelos segmentos desfavorecidos de Natal poderá levá-los a "despertar do embotamento", havendo uma reação a exemplo dos que se repetem pelo país.

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