domingo, julho 09, 2006

‘Estamos criando uma nova classe de analfabetos’


Parte 2
Padre Sátiro (na foto, posando ao lado de padre Agnelo Dantas e familiares de Cícera Queiroz), recorda os avanços e os progressos da cidade de Pau dos Ferros e da região do Alto Oeste, na Tromba do Elefante, numa época em que as dificuldades se avolumavam.
"Primeiro eu vou dizer para você a minha confissão de uma tese. O grupo que fundou a universidade de Mossoró (UERN), liderado por João Batista Cascudo, o nosso sonho era dar uma vida nova política a Mossoró. Foi um fracasso. A universidade não veio libertar Mossoró. Pelo contrário. Veio fortificar o sistema político dominante, que ainda está dominando pelos Rosados. E ainda via dominar muito tempo. Ninguém tem a esperança. E agora é Rosado 1, Rosado 2, Rosado 3. eles trabalham bem. Querem muito bem a Mossoró. Eles trabalham muito por Mossoró. A política dos Rosados é em torno de Mossoró. Quando eu completei 25 anos de sacerdócio, como eu não sou de festa, gosto de ajudar meus amigos, os parentes, as pessoas que precisam de mim, principalmente para o lado de estudo. Ninguém vai ao Colégio Diocesano pedir qualquer coisa, ou pedir para estudar, para eu bater as portas. Então, nos meus 25 anos de padre, eu fundei essa escola, já com pretensões altas, com o nome de Fundação Sócio-Educativa, porque com a fundação a gente podia unir outras unidades. E uma escola primária. Nós temos 1.200 alunos nessa escola. Todos pobres. Estudam de graça. Temos a Rádio FM Educativa Santa Clara, que é uma rádio educativa. Temos uma banda de música para meninos pobres, incentivamos o esporte. Essa parte, eu vou dizer a palavra própria, assistencialista. Realmente, a não ser a escola." Foto Antonius Manso.

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