Final
A Padre Sátiro Cavalcanti se deve a fundação de várias unidades escolares mossoroenses, como o Ginásio Centenário de Mossoró, a Escola 13 de Junho e a Universidade Infantil de Mossoró. Criou, igualmente, a Fundação Sócio-Educativa do Rio Grande do Norte (Funsern), um marco de seus 25 anos de sacerdócio e uma prova de seu inigualável altruísmo em prol da contribuição para o desenvolvimento sócio-educativo do Estado. Um homem permanentemente preocupado com o crescimento da região e do progresso estadual, não poderia de alertar para os entraves que, acredita, ainda emperram o avanço da população em busca de melhores dias.
"Nosso povo é pacífico, não é violento. E com uma boa liderança, ele tem coragem de enfrentar situações difíceis. Não com armas. Ele já demonstrou: nosso povo, com lideranças planejadas, com coisas eficientes para o povo, ele acredita e colabora de uma maneira admirável. Um exemplo temos na Pastoral da Criança, que é uma pastoral da Igreja. Que bem essa Pastoral da Criança não faz? Diminuiu a mortalidade infantil, com o sorinho caseiro, são pequenas coisinhas. Se nós pegássemos um presidente que tivesse aquela idéia fixa, mais que fixa, pré-fixa, como Juscelino Kubitscheck, que queria fazer Brasília e fez, arrumou meios. Se nós pegássemos um presidente que quisesse fazer a Brasília do Brasil, a educação, nós iríamos resolver esse problema em cinco anos, assim como Kubitscheck resolveu Brasília em cinco anos, nós também resolveríamos os problema básico da nação, que é educação. Sem esta, não adianta. Nós estamos aí importando. O Brasil cresceu, ninguém pode negar, mas nós estamos criando uma nova classe de analfabetos, que é o analfabeto da informática. Será o excluído total. E cada vez mais vai excluindo. É aquela frase de Pio XII, você veja que Pio XII já dizia: "os mais ricos se tornam mais ricos e os pobres aumentando cada vez mais."
Sobre o pagamento da dívida ao FMI, autorizada pelo presidente Lula, em detrimento de outros investimentos no país, padre Sátiro comenta, fazendo alusões à situação de penúria pela qual passa a população.
"Um dia desses eu disse aos meus alunos: ‘Olha, eu vou dar uma comparação para vocês. O Brasil está pagando a sua dívida com o FMI. Oh, coisa bonita. Vou dar um exemplo para vocês e vocês vão entender o que é isto: é um pai de família chegar na hora do almoço, e mostra para o filho uma gaveta cheia de dinheiro. E o menino diz: ‘Papai, e o almoço?’ E ele diz: ‘Não tem almoço, não, meu filho, esse dinheiro é para eu pagar as minhas dívidas’." (Publicado no Caderno Encartes do Jornal de Natal de 23.01.06)

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