Radicados em Pau dos Ferros,
no Oeste potiguar,
lutaram diuturnamente,
dia e noite a trabalhar.
E ali na região,
fizeram fixação,
fronteira com o Ceará.
Dona Cícera, em família,
teve a sua criação.
Pelos princípios morais,
de alma e de coração.
Cheia de felicidade,
faz parte de uma irmandade,
uma prole de onze irmãos.
À lida com a filharada,
foi logo se acostumando.
Todo ano era um menino (a),
e ela de tudo cuidando.
Depois, já não se espantava,
porque quando engravidava,
inda estava amamentando.
Teve ela, vinte e um filhos,
uns danados, outros quietos.
Desses filhos que ela teve,
ela ganhou trinta netos.
Ainda tem, da netarada,
já doentinha e cansada,
feliz, seus vinte bisnetos.
Dona Cícera casou,
com dezessete anos de idade.
Zé Augusto com trinta e seis,
o dobro da sua, é verdade.
Viúvo, trouxe dois filhos,
na vida, pelos seus trilhos,
lhe trouxe felicidade.
Casaram e sessenta anos,
felicidade radiante.
De amor e compreensão,
e carinho a todo instante.
Suas vidas coroaram,
de êxito e celebraram,
as Bodas de Diamantes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário