domingo, junho 29, 2014
Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?
Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?
Autores:Raquel Rolnik, Jorge Luiz Souto Maior, João Sette Whitaker e Guilherme Boulos (MTST) entre outros.
Páginas: 96
Preço: R$ 10,00 | Ebook: R$ 5,00
Ano: 2014
Coedição: Boitempo e Carta Maior
Descrição Do Produto
Ter um olhar crítico sobre os megaeventos no Brasil não é patriótico nem antipatriótico.
É apenas o necessário olhar crítico.
Juca Kfouri
Ao conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, o Brasil aceitou o desafio de realizar dois megaeventos esportivos globais, que despertam, ao mesmo tempo, paixões e desconfianças. Há argumentos que defendem os eventos como uma janela singular e histórica de oportunidades, mas, longe do consenso, também surgem críticas que consideram tais projetos excludentes, potencializadores da desigualdade social nas cidades-sede e do endividamento público.
A polêmica abre espaço para um amplo debate sobre o que significa para o Brasil sediar os megaeventos esportivos mais simbólicos do mundo na atual conjuntura política, econômica e social. É nesse sentido que a Boitempo Editorial publica a coletânea Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?, editada no calor da hora, com contribuições de Andrew Jennings, Luis Fernandes, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Carlos Vainer, Jorge Luiz Souto Maior, José Sergio Leite Lopes, Nelma Gusmão de Oliveira, Antonio Lassance, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, João Sette Whitaker (apresentação) e Juca Kfouri e Gilberto Maringoni (quarta capa). O livro de intervenção chega às livrarias às vésperas da abertura da Copa do Mundo, na primeira semana de junho e traz perspectivas variadas sobre o papel contraditório do esporte na sociedade brasileira e na construção da identidade nacional, os impactos urbanísticos e as transformações dos megaeventos esportivos ao longo da história. A coletânea traz ainda uma cronologia detalhada sobre os megaeventos esportivos, desde a origem até os tempos atuais.
Brasil em jogo é o terceiro título lançado na já consolidada coleção Tinta Vermelha, publicada em parceria com o portal Carta Maior. A obra segue a linha de Cidades rebeldes: passe livre a as manifestações que tomaram as ruas do Brasil (2013), com o mesmo formato e preço (R$10,00). Para tornar o livro acessível ao maior número de pessoas, autores cederam gratuitamente seus textos e fotógrafos abriram mão do pagamento por suas imagens, possibilitando, assim, à editora colocar o volume no mercado a preço de custo. A proposta tem dado certo: em menos de um ano desde a publicação da primeira tiragem, venderam-se mais de 20 mil exemplares de Cidades rebeldes.
Sumário
APRESENTAÇÃO: UM TEATRO MILIONÁRIO
João Sette Whitaker Ferreira
A COPA DO MUNDO NO BRASIL: TSUNAMI DE CAPITAIS APROFUNDA A DESIGUALDADE URBANA
A arquiteta e urbanista Ermínia Maricato, professora da FAU-USP, analisa em seu artigo as consequências do tsunami de capitais gerado pela Copa do Mundo no Brasil, na organização das cidades-sede e no aprofundamento da desigualdade urbana.
JOGO ESPETÁCULO, JOGO NEGÓCIO
Nelma Gusmão de Oliveira
A dimensão histórica dos megaeventos esportivos é abordada por Nelma Gusmão de Oliveira, doutora em Planejamento Urbano pela UFRJ e professora-adjunta da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Do princípio da formação moral e união entre povos através do esporte, que vem desde a Grécia Antiga, à conciliação com o mercado, ao final do século XX. A pesquisadora compara a evolução da FIFA e do COI na captação de recursos por meio de concessão de direitos de transmissão e marketing e no esforço para conseguir que mais países participassem das competições ao longo das décadas – iniciativas que transformaram o futebol, no caso da FIFA, em uma das maiores commodities do mundo.
LEI GERAL DA COPA: EXPLICITAÇÃO DO ESTADO DE EXCEÇÃO PERMANENTE
Jorge Luiz Souto Maior
Jurista e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Jorge Luiz Souto Maior critica a lógica de estado de exceção que ronda a Copa do Mundo. Souto Maior entende a Lei Geral da Copa como um acordo, com propósitos econômicos e políticos, que implicou a suspensão da vigência de várias normas constitucionais. Grande exemplo disso é a criação de uma “rua exclusiva” para a FIFA e seus parceiros, que impede o funcionamento de estabelecimentos existentes no local.
TRANSFORMAÇÕES NA IDENTIDADE NACIONAL CONSTRUÍDA ATRAVÉS DO FUTEBOL: LIÇÕES DE DUAS DERROTAS HISTÓRICAS
José Sergio Leite Lopes
O antropólogo José Sergio Leite Lopes, professor do Museu Nacional da UFRJ, utiliza a comparação entre a derrota brasileira em casa, na final de 1950, com outra, na de 1998, como ponto de partida para uma análise sobre as transformações na construção e no sentimento de identidade nacional através do futebol no Brasil. E estende a comparação às disputas de 2002 em diante para falar sobre o novo ciclo de derrotas e a singularidade de sediar a Copa pela segunda vez.
A MÁFIA DOS ESPORTES E O CAPITALISMO GLOBAL
Andrew Jennings
O premiado jornalista investigativo escocês Andrew Jennings reflete sobre a trajetória que o levou a tornar-se o inimigo número um da FIFA e do COI. Concentrando-se em alguns dos mais poderosos figurões do esporte mundial, como Ricardo Teixeira, João Havelange, Joseph Blatter e José Maria Marin, o artigo investiga os bastidores do poder nessa área, ponderando a lacuna entre princípio e prática no esporte corporativo, entre transparência e corrupção, e os impactos da mercantilização do esporte e do jornalismo público.
PARA ALÉM DOS JOGOS: OS GRANDES EVENTOS ESPORTIVOS E A AGENDA DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL
Luis Fernandes
O secretário executivo do Ministério do Esporte e coordenador dos Grupos Executivos do Governo Brasileiro para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, Luis Fernandes, defende o que chama de “iniciativas geradoras de legado”, relacionadas aos megaeventos esportivos, nas dimensões urbana, logística e de infraestrutura, econômica, esportiva, social, cultural, ambiental e política. O artigo busca responder aos protestos que desde junho de 2013 vêm cobrando mais investimentos nas áreas da saúde e educação, evidenciando ganhos específicos nessas áreas em decorrência dos megaeventos.
MEGAEVENTOS: DIREITO À MORADIA EM CIDADES À VENDA
Raquel Rolnik
Raquel Rolnik, professora da FAU-USP e relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada, complementa a análise de Maricato com um artigo mais abrangente sobre a “financeirização” do processo de produção de moradia e de cidades, que, assim como os grandes eventos esportivos, também constitui um fenômeno globalizado.
COMO SERÃO NOSSAS CIDADES APÓS A COPA E AS OLIMPÍADAS?
Carlos Vainer
O professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ, Carlos Vainer, põe em xeque o chamado legado urbano dos megaeventos promovidos no Brasil no decorrer dos próximos anos. Ao discutir os efeitos e consequências que a Copa, em 2014, e as Olimpíadas e Paraolimpíadas, em 2016, deixarão para o País, Vainer faz uma análise multidimensional de vários aspectos que influenciarão o futuro das cidades brasileiras.
A COPA, A IMAGEM DO BRASIL E A BATALHA DA COMUNICAÇÃO
Antonio Lassance
Propondo uma análise do movimento “anti Copa”, Antonio Lassance, professor de Ciência Política e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), incorpora em seu texto uma visão crítica às manifestações que vêm tomando as ruas de diversas cidades brasileiras, além de seus desdobramentos. Contrapondo argumentos usados por adeptos da campanha, Lassance explora e questiona os ideais de quem torce contra o Brasil.
O QUE QUER O MTST?
MTST
Organizado há quase 20 anos, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto vem recebendo uma crescente atenção por parte dos meios de comunicação, graças aos grandes eventos que o Brasil sediará nos próximos anos e seus efeitos colaterais. Neste novo quadro, o MTST luta para colocar em pauta seus ideais àqueles que antes o deixava à sombra.
Autores:Raquel Rolnik, Jorge Luiz Souto Maior, João Sette Whitaker e Guilherme Boulos (MTST) entre outros.
Páginas: 96
Preço: R$ 10,00 | Ebook: R$ 5,00
Ano: 2014
Coedição: Boitempo e Carta Maior
Descrição Do Produto
Ter um olhar crítico sobre os megaeventos no Brasil não é patriótico nem antipatriótico.
É apenas o necessário olhar crítico.
Juca Kfouri
Ao conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, o Brasil aceitou o desafio de realizar dois megaeventos esportivos globais, que despertam, ao mesmo tempo, paixões e desconfianças. Há argumentos que defendem os eventos como uma janela singular e histórica de oportunidades, mas, longe do consenso, também surgem críticas que consideram tais projetos excludentes, potencializadores da desigualdade social nas cidades-sede e do endividamento público.
A polêmica abre espaço para um amplo debate sobre o que significa para o Brasil sediar os megaeventos esportivos mais simbólicos do mundo na atual conjuntura política, econômica e social. É nesse sentido que a Boitempo Editorial publica a coletânea Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?, editada no calor da hora, com contribuições de Andrew Jennings, Luis Fernandes, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Carlos Vainer, Jorge Luiz Souto Maior, José Sergio Leite Lopes, Nelma Gusmão de Oliveira, Antonio Lassance, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, João Sette Whitaker (apresentação) e Juca Kfouri e Gilberto Maringoni (quarta capa). O livro de intervenção chega às livrarias às vésperas da abertura da Copa do Mundo, na primeira semana de junho e traz perspectivas variadas sobre o papel contraditório do esporte na sociedade brasileira e na construção da identidade nacional, os impactos urbanísticos e as transformações dos megaeventos esportivos ao longo da história. A coletânea traz ainda uma cronologia detalhada sobre os megaeventos esportivos, desde a origem até os tempos atuais.
Brasil em jogo é o terceiro título lançado na já consolidada coleção Tinta Vermelha, publicada em parceria com o portal Carta Maior. A obra segue a linha de Cidades rebeldes: passe livre a as manifestações que tomaram as ruas do Brasil (2013), com o mesmo formato e preço (R$10,00). Para tornar o livro acessível ao maior número de pessoas, autores cederam gratuitamente seus textos e fotógrafos abriram mão do pagamento por suas imagens, possibilitando, assim, à editora colocar o volume no mercado a preço de custo. A proposta tem dado certo: em menos de um ano desde a publicação da primeira tiragem, venderam-se mais de 20 mil exemplares de Cidades rebeldes.
Sumário
APRESENTAÇÃO: UM TEATRO MILIONÁRIO
João Sette Whitaker Ferreira
A COPA DO MUNDO NO BRASIL: TSUNAMI DE CAPITAIS APROFUNDA A DESIGUALDADE URBANA
Ermínia Maricato
A arquiteta e urbanista Ermínia Maricato, professora da FAU-USP, analisa em seu artigo as consequências do tsunami de capitais gerado pela Copa do Mundo no Brasil, na organização das cidades-sede e no aprofundamento da desigualdade urbana.
JOGO ESPETÁCULO, JOGO NEGÓCIO
Nelma Gusmão de Oliveira
A dimensão histórica dos megaeventos esportivos é abordada por Nelma Gusmão de Oliveira, doutora em Planejamento Urbano pela UFRJ e professora-adjunta da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Do princípio da formação moral e união entre povos através do esporte, que vem desde a Grécia Antiga, à conciliação com o mercado, ao final do século XX. A pesquisadora compara a evolução da FIFA e do COI na captação de recursos por meio de concessão de direitos de transmissão e marketing e no esforço para conseguir que mais países participassem das competições ao longo das décadas – iniciativas que transformaram o futebol, no caso da FIFA, em uma das maiores commodities do mundo.
LEI GERAL DA COPA: EXPLICITAÇÃO DO ESTADO DE EXCEÇÃO PERMANENTE
Jorge Luiz Souto Maior
Jurista e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Jorge Luiz Souto Maior critica a lógica de estado de exceção que ronda a Copa do Mundo. Souto Maior entende a Lei Geral da Copa como um acordo, com propósitos econômicos e políticos, que implicou a suspensão da vigência de várias normas constitucionais. Grande exemplo disso é a criação de uma “rua exclusiva” para a FIFA e seus parceiros, que impede o funcionamento de estabelecimentos existentes no local.
TRANSFORMAÇÕES NA IDENTIDADE NACIONAL CONSTRUÍDA ATRAVÉS DO FUTEBOL: LIÇÕES DE DUAS DERROTAS HISTÓRICAS
José Sergio Leite Lopes
O antropólogo José Sergio Leite Lopes, professor do Museu Nacional da UFRJ, utiliza a comparação entre a derrota brasileira em casa, na final de 1950, com outra, na de 1998, como ponto de partida para uma análise sobre as transformações na construção e no sentimento de identidade nacional através do futebol no Brasil. E estende a comparação às disputas de 2002 em diante para falar sobre o novo ciclo de derrotas e a singularidade de sediar a Copa pela segunda vez.
A MÁFIA DOS ESPORTES E O CAPITALISMO GLOBAL
Andrew Jennings
O premiado jornalista investigativo escocês Andrew Jennings reflete sobre a trajetória que o levou a tornar-se o inimigo número um da FIFA e do COI. Concentrando-se em alguns dos mais poderosos figurões do esporte mundial, como Ricardo Teixeira, João Havelange, Joseph Blatter e José Maria Marin, o artigo investiga os bastidores do poder nessa área, ponderando a lacuna entre princípio e prática no esporte corporativo, entre transparência e corrupção, e os impactos da mercantilização do esporte e do jornalismo público.
PARA ALÉM DOS JOGOS: OS GRANDES EVENTOS ESPORTIVOS E A AGENDA DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL
Luis Fernandes
O secretário executivo do Ministério do Esporte e coordenador dos Grupos Executivos do Governo Brasileiro para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, Luis Fernandes, defende o que chama de “iniciativas geradoras de legado”, relacionadas aos megaeventos esportivos, nas dimensões urbana, logística e de infraestrutura, econômica, esportiva, social, cultural, ambiental e política. O artigo busca responder aos protestos que desde junho de 2013 vêm cobrando mais investimentos nas áreas da saúde e educação, evidenciando ganhos específicos nessas áreas em decorrência dos megaeventos.
MEGAEVENTOS: DIREITO À MORADIA EM CIDADES À VENDA
Raquel Rolnik
Raquel Rolnik, professora da FAU-USP e relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada, complementa a análise de Maricato com um artigo mais abrangente sobre a “financeirização” do processo de produção de moradia e de cidades, que, assim como os grandes eventos esportivos, também constitui um fenômeno globalizado.
COMO SERÃO NOSSAS CIDADES APÓS A COPA E AS OLIMPÍADAS?
Carlos Vainer
O professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ, Carlos Vainer, põe em xeque o chamado legado urbano dos megaeventos promovidos no Brasil no decorrer dos próximos anos. Ao discutir os efeitos e consequências que a Copa, em 2014, e as Olimpíadas e Paraolimpíadas, em 2016, deixarão para o País, Vainer faz uma análise multidimensional de vários aspectos que influenciarão o futuro das cidades brasileiras.
A COPA, A IMAGEM DO BRASIL E A BATALHA DA COMUNICAÇÃO
Antonio Lassance
Propondo uma análise do movimento “anti Copa”, Antonio Lassance, professor de Ciência Política e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), incorpora em seu texto uma visão crítica às manifestações que vêm tomando as ruas de diversas cidades brasileiras, além de seus desdobramentos. Contrapondo argumentos usados por adeptos da campanha, Lassance explora e questiona os ideais de quem torce contra o Brasil.
O QUE QUER O MTST?
MTST
Organizado há quase 20 anos, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto vem recebendo uma crescente atenção por parte dos meios de comunicação, graças aos grandes eventos que o Brasil sediará nos próximos anos e seus efeitos colaterais. Neste novo quadro, o MTST luta para colocar em pauta seus ideais àqueles que antes o deixava à sombra.
domingo, junho 08, 2014
O Hospital Tarcísio Maia pede socorro!!!
Cezar Alves compartilhou o drama de Vanessa Ramires.
boa noite amigos, gostaria de pedir para vocês publicarem até chegar as autoridades, meu pai está internado no hospital Tarcísio maia em Mossoró está com 10 dias e o quadro dele só veio a se agravar e imaginem o motivo o hospital de urgência e emergência da cidade está em estado de calamidade por falta de remédio, é uma vergonha para os nossos governantes, infelizmente meu pai hoje foi transferido para UTI, e eu fui informada que na UTI não faltaria medicamentos, pois hoje tive a triste noticia que também está faltando remédios é muito triste para uma família saber que pode perder uma pessoa por falta de remédio e é mais triste ainda querer transferi-lo para fortaleza e o hospital dis que nada pode fazer fui na promotoria e lá também disseram que nada pode fazer por se tratar de outro estado.
O HRTM pede socorro!!!
"Infelizmente meu pai hoje foi transferido para UTI, e eu fui informada que na UTI não faltaria medicamentos, pois hoje tive a triste noticia que também está faltando remédios..."
"...o hospital dis que nada pode fazer
fui na promotoria e lá também disseram que nada
pode fazer por se tratar de outro estado..."
terça-feira, abril 29, 2014
Orçamento Participativo de Natal vai à Justiça
Orçamento sem
participação é tema de novo livro lançado hoje
O Jornal de Hoje
Local e Data:
Natal/RN, quarta-feira, 23 de abril de 2014
Editoria:
Política
Página: 04
Autores Paulo
Augusto e João Eudes criticam forma como Município impede participação popular
quando se discute os gastos públicos
O orçamento pode
até ser participativo no nome e na teoria, mas na realidade, no mundo de
verdade, o dinheiro que os natalenses pagam em impostos é destinado,
exclusivamente, para atender a interesses dos gestores públicos. Duvida? Então
leia o livro “Esse dinheiro é seu! E Você nem Viu...”, a nova obra assinada por
João Eudes e Paulo Augusto da Silva e que chega ao circuito alternativo na
tarde de hoje (23/04), exatamente, no Dia Mundial do Livro.
Autores homenageiam Dia Mundial do Livro
A produção é
baseada numa ação que os dois autores ingressaram na Justiça Estadual,
reclamando da falta de regras para o envolvimento popular no orçamento
participativo. “Todo ano, a Prefeitura e a Câmara dizem que discutem o
orçamento, mas é algo muito vago, como sabemos, em audiências que ninguém vai
ou que poucos vão, porque quase ninguém fica sabendo. E é algo muito importante
se discutir. O dinheiro do orçamento, os mais de R$ 2 bilhões que o Município
tem para gastar em 2014, é nosso dinheiro e a utilização dele tem que ser
debatido conosco”, afirmou Paulo Augusto.
'O dinheiro do orçamento, os mais de R$ 2 bilhões que o Município tem para gastar em 2014, é nosso dinheiro e a utilização dele tem que ser debatido conosco' (Foto)
Segundo Paulo
Augusto e João Eudes, Natal impede a participação popular ao não estabelecer as
regras para isso. “O Município deveria regulamentar essa participação,
definindo as eleições de ‘delegados’, que seriam os representantes do povo na
discussão do orçamento. Contudo, nem o Executivo faz isso, nem nenhum dos 29
vereadores”, reclamou João Eudes.
Diante dessa
ausência de regulamentação e o aparente desinteresse dos parlamentares e
gestores públicos, os autores decidiram ingressar com a ação em dezembro de
2013, para que a Justiça tomasse alguma atitude. O instrumento jurídico
escolhido foi um mandado de segurança que, na teoria, deveria ser julgado em 30
dias. Pois bem, esse foi mais um exemplo de teoria diferente da realidade: já
faz 150 dias que eles estão esperando e nada.
“Isso é mais uma
mostra da falta de interesse público em resolver a situação. Olhe só como a
situação é grave: a participação popular na discussão do orçamento é um
direito, mas como não temos, precisamos contratar um advogado, pagar por isso,
para tentar buscar na justiça o nosso direito. É algo mesmo muito grave que,
esperamos, dará origem a muita discussão”, explicou João Eudes.
'A participação popular na discussão do orçamento é um direito, mas como não temos, precisamos contratar um advogado, pagar por isso, para tentar buscar na justiça o nosso direito'
E é, justamente,
provocar a discussão social, o interesse do livro. Até porque, além do tema
direto que é discutido, ou seja, a ausência de participação popular no
orçamento, há também outros motivos como, por exemplo, a ineficiência dos
vereadores, a falta de vontade dos ordenadores de despesa, a falta de agilidade
do Judiciário.
“Temos outros
temas para a discussão. A partir do momento que você não permite a eleição para
a escolha dos delegados que representarão a sociedade no orçamento, você está
impedindo o surgimento de, pelo menos, 800 novas figuras politizadas na
sociedade. Isso é quase uma forma de reserva de mercado para os políticos e é o
que somos contra. Queremos a participação popular nesse debate”, explicou João
Eudes.
Efígie de Dom Carlos Alves de Rifoles VIII observando seu "Tesouro Público"
(Erário*) sobre foto da Comuna do Natal, de Canindé Soares
Além desses
fatores, a discussão orçamentária também revela mais um grave problema social:
o autoritarismo municipal. Isso porque um dos motivadores para essa produção
literária, segundo Paulo Augusto e João Eudes, foi justamente a resposta que o
Executivo deu ao pedido deles na Justiça.
“Foi
impressionante. Estamos ali, pagando um advogado para ter um direito nosso e o
Executivo ainda disse que merecíamos pagar uma multa como punição por esse tipo
de ação que havíamos ingressado. Ora essa: essa é uma clara forma de repressão,
uma tentativa de desencorajar aqueles que tentam buscar seus direitos”,
analisou Eudes.
Circuito
alternativo
O livro “"Esse
Dinheiro é Seu! E Você nem Viu...” é mais um produzido pela dupla João Eudes e
Paulo Augusto e, se for um sucesso tão grande quanto a outra obra dos dois, “A
Botija, a Bolsa Família dos Alves”, vai vender muito no circuito alternativo.
Afinal, a produção literária que conta a história de 50 anos de poder da
Família Alves no Rio Grande do Norte - e no Brasil - é hoje a obra mais vendida
de Natal.
---------- ooo ----------
Obs. dos autores.: (*) Os recursos que constituem o erário são provenientes em sua maioria dos impostos recolhidos da população. É toda e qualquer contribuição do cidadão para o Estado e, portanto, dinheiro arrecadado pela União.
sábado, abril 05, 2014
Livro conta história dos 50 anos de poder da família Alves no RN
Livro conta história dos 50 anos de poder
da família Alves no RN
Natal/RN, sábado, 5 de abril de 2014 - Postado dia 05/04/2014 às 14h43 por: Portal JH
Texto revela quanto a oligarquia consome dos cofres públicos atualmente...
O PMDB deverá lançar em 2014 mais um candidato com DNA Alves. Por isso, não há melhor momento conhecer um pouco mais sobre essa família que, após 50 anos, continua ocupando os principais cargos políticos do Rio Grande do Norte – e também do Brasil. Como? No livro “A Botija – A Bolsa Família Alves”, assinado por Paulo Augusto e João Eudes, e que conta porque o Estado e o País não podem crescer.
Para contar os mais de 50 anos de história da família, que começou com o ex-governador Aluízio Alves, os autores fizeram um trabalho de mais de 20 anos de pesquisa. Pelo menos, é o que conta Paulo Augusto. “Faz muito tempo que trabalhamos com essa forma de jornalismo, que é de denuncia aos grupos políticos. Começamos em Macau e lá conseguimos tirar do poder alguns que foram, comprovadamente, vigaristas”, afirmou Augusto.
É importante lembrar, porém, que o livro não é uma denúncia clara contra a família Alves. Na realidade, acaba sendo mais um livro de curiosidades. Uma forma de incentivar o debate político e a leitura dos mais jovens. “Eles conseguiram tudo que tem hoje trabalhando dentro da Lei. Foi um ato jurídico perfeito. Por isso, chama tanta a atenção. Não há no Brasil, na América Latina, nenhuma outra família que tenha ficado no poder tanto tempo e de forma tão unida”, analisou Eudes.
Não há no Brasil, na América Latina, nenhuma outra família
que tenha ficado no poder tanto tempo e de forma tão unida...
Para exemplificar o que diz, o escritor contou o caso do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, que estava afastado do Senado, mas comandava três senadores: o pai, Garibaldi Alves; o amigo, Paulo Davim; e o ex-adversário político, o presidente nacional do DEM, José Agripino.Além de Garibaldi Filho, o livro conta a história também de Aluízio Alves, de Agnelo, de Henrique Eduardo (o pré-candidato da família ao Governo), Paulo Roberto (presidente do Tribunal de Contas do Estado), Walter (filho de Garibaldi), Carlos Eduardo (prefeito de Natal) e Felipe (vereador). Cita os casos, também, dos “agregados”, como o deputado José Dias, cunhado do ministro Garibaldi.
É claro que não é só de informação que o livro é composto. Ele também está repleto de ironia. “Todos esses homens da família Alves poderiam ter se perdido, porque não sabiam fazer outra coisa. Porém, conseguiram posição de destaque graças a política”, contou João Eudes, exemplificando essas ironias narradas.
“A única coisa que dá certo no Rio Grande do Norte é a política e a família Alves é uma prova disso. Não tem indústria, não tem comércio. A melhor profissão é a de político. É isso que queremos mostrar nesse livro, até para incentivar as pessoas a entrarem nesse meio e seguir carreira”, contou João Eudes.
Em outra ironia do livro, os autores apontam que, aqueles que não quiserem seguir a carreira de políticos, podem ser, pelo menos, de adulador e ainda assim ganhar dinheiro com isso. “O adulador, o babão, que introduz os políticos nos meios, é uma profissão crescente e que ganha bem. No livro a gente até sugere que alguma universidade abra esse curso, porque ainda não tem, mas é importante para a atividade política potiguar”, comentou Eudes.
Sugestão: alguma universidade abra esse curso, porque ainda não tem,
mas é importante para a atividade política potiguar... (Ilustração)
Vendido apenas no circuito alternativo da literatura potiguar, “A Botija” já conseguiu números expressivos. Afinal, já teve mais de 3 mil exemplares vendidos em cerca de cinco meses de circulação – hoje, o principal ponto de venda é a calçada do Café São Luiz, na Avenida Princesa Isabel.O “lançamento” (não de forma oficial), inclusive, foi feito no dia 15 de novembro de 2013, justamente, o Dia da República. Contudo, essa não foi a única simbologia da produção. “No ano passado, em novembro, também se comemorou os 10 anos do programa Bolsa Família. E tem a Bolsa Família dos ricos e dos pobres. E a família Alves é uma prova disso. Faz tempo que ela recebe essa bolsa do poder público”.
... tem a Bolsa Família dos ricos e a dos pobres.
E a família Alves é uma prova disso.. (Ilustração)
Outra simbologia feita pelos os autores quando começaram a venda dos livros foi o fato de novembro ser o mês que se lembra o Dia Mundial das Máscaras, o que teria tudo a ver com esse livro. “É muito importante que as pessoas leiam esse livro para entender um pouco melhor sobre essas questões”, comentou.Livro escrito por João Eudes e Paulo Augusto dá origem à investigação da PF
Além de uma produção literária, “A Botija”, na verdade, uma grande reportagem que conta a história da família, alimentando-se de outras matérias e notícias, postagens na internet e informações de portais da transparência. Por isso, foi encaminhado para órgãos como a Controladoria-geral da União, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.
Inclusive, o jornalista e escritor Paulo Augusto da Silva, um dos autores do livro, foi intimado pela PF para prestar depoimento a fim de “prestar esclarecimentos no interesse do Departamento da Polícia Federal, Superintendência Regional no RN, Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos (Delefin)”. A “visita” será no próximo dia 8.
“Estou tranquilo porque o livro foi todo feito dentro de uma longa pesquisa jornalística. Foram anos de produção. Inclusive, no livro a gente cita todas as operações deflagradas no Estado nos últimos anos”, afirmou Paulo Augusto, reforçando a tese jornalística da produção literária.
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